O Movimento Cívico “Filhos da Terra” é constituído por indivíduos nascidos e crescidos na cidade de Mangualde que por motivos profissionais já não habitam no concelho.

Este Movimento é um contributo de cidadania e tem por grande objectivo despertar o interesse da comunidade local para determinadas temáticas.

Trata-se de um movimento apartidário, não apoia o poder nem pretende fazer oposição e encontra-se aberto a todos os mangualdenses que queiram participar.

Autarcas de Viseu contra portagens em troço do IC12

Público 10.04.2008, Sandra Ferreira

A Câmara de Nelas aprovou, por unanimidade, uma moção de repúdio contra a introdução de portagens no futuro IC12, entre Mangualde e Canas de Senhorim. O futuro troço de 22 km está incluído na concessão Auto-estradas do Centro, anunciada há cerca de 15 dias pelo primeiro-ministro, José Sócrates. A presidente da Câmara de Nelas, Isaura Pedro, diz ter ficado "estupefacta" ao ler o anúncio do concurso publicado em Diário da República, no passado dia 7 de Abril, no qual é referenciado que o troço será portajado, excepto para o tráfego local. Entre Canas de Senhorim e Santa Comba Dão, o troço já concluído continuará a não ter portagens. A autarca garante que a medida "contraria" as promessas do Governo.

Em Novembro do ano passado, "o vereador socialista Adelino Borges do Amaral informou que, durante uma reunião em Viseu, o ministro das Obras Públicas garantiu que, devido ao rendimento sócio-económico da região, o IC-12 não cobraria portagens aos utentes", lê-se na acta da reunião de câmara de 27 de Novembro de 2007. O sentimento "é de revolta", acrescenta Isaura Pedro, que irá pedir esclarecimentos ao Governo, que "apregoa a implementação de medidas de protecção ao interior", adianta. A moção de repúdio, aprovada na reunião do executivo, na passada quarta-feira, irá também ser enviada aos diversos grupos parlamentares.

Também o presidente da Câmara de Mangualde considera que a introdução de portagens é um "atentado ao interior do país" e o Governo está a dar o dito por não dito. O autarca mostra-se disponível para com outras forças da sociedade civil se manifestar contra o que considera ser uma decisão "arbitrária e prepotente", afirma.

Aos utentes serão ainda cobradas portagens no mesmo itinerário complementar, entre Santa Comba Dão até à ligação da futura auto-estrada entre Viseu e Coimbra. João Lourenço, presidente do município de Santa Comba Dão, diz que é mais uma medida que "discrimina" o interior do país.

Presidente do Grupo francês garante: PSA Peugeot Citroën conta com Mangualde para o futuro

A PSA Peugeot Citroën considera que a actividade da sua fábrica de Mangualde está a correr “francamente bem” e continua a contar com esta unidade fabril para o futuro da marca.

A posição foi defendida esta manhã pelo presidente da companhia, apesar de horas mais tarde o ministro Manuel Pinho ter falado de uma possível deslocalização para Marrocos.


Por Adriano Oliveira (ao@mediafin.pt), in www.jornaldenegocios.pt, publicado a 17 de Janeiro de 2008

A PSA Peugeot Citroën considera que a actividade da sua fábrica de Mangualde está a correr "francamente bem" e continua a contar com esta unidade fabril para o futuro da marca. A posição foi defendida esta manhã pelo presidente da companhia, apesar de horas mais tarde o ministro Manuel Pinho ter falado de uma possível deslocalização para Marrocos.

Durante a conferência de imprensa para o lançamento de dois novos veículos, a Citroën Berlingo e a Peugeot Partner, em Vigo, Fhilippe Streiff falou da actividade da unidade fabril localizada em Portugal.

O presidente da companhia francesa, questionado sobre se a PSA continua a contar com Mangualde para o futuro da marca, assegurou que a fábrica "está francamente bem" e vai continuar a produzir os dois modelos actuais, até à saturação da marca na unidade de Vigo.

Não houve, nas declarações proferidas esta manhã em Vigo pelo presidente da companhia, qualquer referência a uma possível deslocalização da fábrica de Mangualde para outro país.

Ainda assim, horas depois, o ministro da Economia fez um veemente apelo para que sejam disponibilizados "rapidamente" os terrenos necessários para permitir a expansão da fábrica da Citroen em Mangualde e assim se evite a sua deslocalização para Marrocos.

Fonte oficial da PSA garante que este cenário não foi colocado em cima da mesa por parte do CEO da companhia.

"Faço um apelo a quem tem capacidade para resolver a questão dos terrenos em Mangualde para o fazer rapidamente, uma vez que a unidade é extremamente importante em termos de emprego, em termos nacionais e regionais", declarou Manuel Pinho no final do Conselho de Ministros, de acordo com a agência Lusa.

Em Portugal o grupo francês tem, além da rede comercial, uma fábrica em Mangualde, com aproximadamente 1.200 funcionários e uma produção superior a 50 mil veículos anuais, entre Citroën Berlingo e Peugeot Partner. Esta unidade serve de à unidade central da PSA, localizada em Vigo.


Manuel Pinho alerta para perigo de deslocalização da Citroën para Marrocos

In Jornal Público de 18.01.2008, baseado em LUSA

O ministro da Economia quer "rapidamente" terrenos disponíveis para que a Citroën Mangualde não saia de Portugal
a O ministro da Economia fez ontem um veemente apelo para que sejam disponibilizados "rapidamente" os terrenos necessários para permitir a expansão da fábrica da Citroën em Mangualde e assim se evite a sua deslocalização para Marrocos.
"Faço um apelo a quem tem capacidade para resolver a questão dos terrenos em Mangualde para o fazer rapidamente, já que a unidade é extremamente importante em termos de emprego, em termos nacionais e regionais", declarou Manuel Pinho no final do Conselho de Ministros.
Em conferência de imprensa, Manuel Pinho advogou que a indústria automóvel "está a viver um bom momento em Portugal" e que ainda na semana passada a Autoeuropa de Palmela anunciou a intenção de produzir um quarto modelo e consequente "duplicação da sua produção". "Isto demonstra que Portugal pode ser competitivo no sector automóvel, quer nas marcas, quer no mercado dos componentes", disse.
Contudo, o membro do Governo salientou que a indústria automóvel em Portugal "não é homogénea", havendo unidades multiproduto (caso da Autoeuropa) e monoproduto (caso da Citroën de Mangualde, que está inserida numa cadeia, com unidade central localizada em outro país).
Manuel Pinho disse que "tem havido contactos próximos" entre o seu ministério e a administração da fábrica de Mangualde, quer em Portugal, quer em França.
"Têm sido dadas garantias quanto à unidade actual, mas [a administração] coloca a possibilidade de expansão da sua produção", observou. Para que haja uma atitude de "competitividade, é essencial darem-se boas condições às empresas" e, no caso da Citroën, "terrenos para a expansão da fábrica".

Pinho defende fábrica da PSA

In Jornal de Notícias de 18 de Janeiro de 2008

O ministro da Economia, Manuel Pinho, fez ontem, após o Conselho de Ministros, um apelo para que seja facilitada ao Grupo PSA (Peugeot e Citroën) os terrenos de que necessita para ampliar a sua fábrica de Mangualde, falando mesmo de uma possível deslocalização da unidade para Marrocos. Em conferência de imprensa, Pinho admitiu, paralelamente, que tem havido contactos entre o seu Ministério e o grupo automóvel francês.

"Faço um apelo a quem tem capacidade para resolver a questão dos terrenos em Mangualde para o fazer rapidamente, uma vez que a unidade é muito importante em termos de emprego [cerca de 1200 postos de trabalho]", declarou, citado pela agência Lusa. O ministro fez este apelo horas depois de ter sido lançada oficialmente, em Vigo, a mais recente geração dos veículos comerciais ligeiros do grupo francês - o Peugeot Partner e o Citroën Berlingo - que têm sido produzidos na fábrica galega e, também, na de Mangualde, no que pode considerar-se um regime de "apoio", a que corresponde cerca de 50 mil veículos anuais.

Naquela apresentação, no entanto, o CEO do Grupo PSA, Phillippe Streiff, limitou-se a declarar que a produção em Mangualde está a correr "francamente bem" e que a fábrica portuguesa vai continuar a produzir os dois modelos actuais.

Autarquias tentam travar cortes

JN, Quarta-feira, 5 de Dezembro de 2007

Os advogados que estão a trabalhar para as quatro autarquias do distrito de Viseu que ultrapassaram os limites de endividamento mostraram-se convencidos de que "há matéria" para impedir a redução de verbas, disse ontem o autarca de Mangualde.

Mangualde, Santa Comba Dão, S. Pedro do Sul e Vouzela mantêm-se na lista de municípios que ultrapassaram os limites de endividamento em 2006 e deverão ver reduzidas as transferências do Fundo de Equilíbrio Financeiro.

As autarquias anunciaram a no passado dia 12 de Novembro que iam interpor uma providência cautelar para evitar serem penalizadas e, segundo afirmou ontem o presidente da Câmara de Mangualde, Soares Marques, o gabinete de advogados encarregue do processo está confiante. "Dizem que há matéria de facto suficiente para impedir que o Governo actue conforme tinha determinado, de nos cortar dez por cento das verbas até perfazermos o montante em dívida", contou.

A providência cautelar "está a ser preparada", não havendo um prazo dentro do qual tem de ser apresentada, contrariamente ao que tinha afirmado, acrescentou Soares Marques.

O autarca social-democrata está optimista, alertando que a concretização dos cortes significaria uma "asfixia" para as autarquias.

Após a divulgação da lista de municípios que ultrapassaram os limites de endividamento em 2006, os quatro de Viseu usaram o poder do contraditório, justificando os valores, mas só os de Mangualde e de Santa Comba Dão conseguiram que os valores do excesso de endividamento fossem revistos.

Ainda que o gabinete de advogados esteja a trabalhar na providência cautelar, Soares Marques faz votos para que "o Governo seja sensível" aos argumentos das autarquias e que estas não tenham necessidade de "recorrer a essa arma ao dispor do povo".

Louvor à comunidade educativa da Escola Secundária Felismina Alcântara de Mangualde

A nossa comunidade continua de parabéns, nesta feita é no ensino.
Parabéns ao trabalho desenvolvido pelos aos alunos, pais e professores e a todos aqueles que contribuíram para esta notável performance.

O Ministério da Educação disponibilizou os resultados dos exames nacionais do ensino secundário referentes ao ano lectivo 2006/07. Como tem vindo a ser hábito há uns anos a esta parte, são normalmente os periódicos que efectuam a análise dos dados e que posteriormente apresentam os rankings com os resultados das escolas.

Estes rankings valem o que valem e cada um que tire as ilações que entender, eu fiquei muitíssimo satisfeito. Realço que os resultados pelos diferentes jornais muitas vezes divergem entre devido a utilizarem diferentes critérios.

De acordo com site do Jornal de Notícias e pelo estudo que a sua equipa apresentou hoje, podemos afirmar que num universo de 608 escolas a Escola Secundária Felismina Alcântara de Mangualde ocupa a 52.ª posição a nível nacional no ranking de escolas secundárias.

Na nossa escola foram realizados 265 exames e a classificação média de exame foi de 114,96 valores.

De realçar:
Média nacional - 97,97 valores
Média nacional das escolas privadas - 101,81 valores
Média nacional das escolas públicas - 97,01 valores

Se efectuarmos uma análise mais fina, considerando apenas as escolas públicas a Escola Secundária Felismina Alcântara de Mangualde ascenda à 26.ª posição. Mais, se consideramos a dimensão urbana onde estas comunidades educativas se encontram, comparando com concelhos da nossa dimensão então surge na excelente 3.ª posição, apenas depois de São João da Madeira e Albergaria-a-Velha.


Mini Ficha Técnica / Critérios:

Trabalho executado pelo JN, elaborado com base nas classificações obtidas nos exames nacionais dos 11.º e 12.º anos no ano de 2006/07.
O JN calculou a classificação média dos exames dos 11.º e 12.º anos às oito disciplinas com maior número de alunos inscritos:
  • Português (código 639),
  • Matemática (635),
  • Física e Química (715),
  • Biologia e Geologia (702),
  • Geografia (719),
  • Economia (712),
  • História (623),
  • Matemática aplicada às Ciências Sociais (835).
Foram apenas considerados as provas realizadas na primeira fase por alunos internos.

Vivam as parcerias público-privadas!

Os MANGUALDENSES estão de parabéns.

Pode parecer estranho esta minha exaltação, mas tal deve-se ao facto de no mesmo fim-de-semana terem ocorrido duas sessões de esclarecimento sobre parcerias público-privadas na nossa terra e que às quais os Mangualdenses aderiram massivamente, demonstrando a sua maturidade cívica.

Apesar de provavelmente terem estado as máquinas partidárias a angariar pessoas para participarem nos distintos eventos, e partindo do pressuposto que pelo menos 1/5 dos presentes estiveram nas duas sessões (eu fui um deles, mas vi bastantes mais) foi de facto muito gente que quis saber mais acerca do seu futuro.

Como sabem, sempre foi intenção deste Movimento Cívico despoletar discussões pela positiva sobre o desenvolvimento do nosso Concelho. Para nós, foi uma cabal prova de participação pública e a demonstração que se os poderes legalmente instituídos (sejam eles quais forem) mostrarem abertura quanto à auscultação das populações, estas aderem.

Por todas as razões anteriormente mencionadas os meus parabéns a todos os Mangualdenses.

Uma nota final sobre as duas sessões de esclarecimento nas quais tive oportunidade de intervir e para que não fique qualquer tipo de dúvidas quanto ás palavras que proferi: "Não apoiei o projecto, nem opinei sobre a qualidade do mesmo. Parece-me sim, ser este o caminho inevitável a explorar. Ou seja, sou a favor do MODELO."

Parcerias público-privadas nas autarquias, fuga em frente ou inevitabilidade incontornável ?

Não sou economista nem tão pouco analista financeiro, contudo, tenho uma opinião e o direito e dever, como cidadão, de partilhar o meu ponto de vista a quem estiver interessado.

Aquando dos meus tempos de estudante universitário tive a possibilidade de participar no Programa ERASMUS (obrigado UE), na Universidade de Nijmegen, Holanda. Nas disciplinas de planeamento, abordava-se constantemente as PPPs (Public, Private, Partnership), apesar de já terem passado mais de 10 anos, ei-las na berra no nosso País e até no nosso município.

Mas o que é que é uma parceria público-privada ?
É bastante simples, cria-se uma associação entre partes, a qual se demonina de parceria, onde haverá uma partilha de responsabilidades para a execução de um determinado projecto, ou conjunto de projectos.

Mesmo sem analisar as contas públicas municipais de Mangualde, e dadas as condicionantes legais existentes, parece que este será o caminho inevitável a explorar.

Apesar dos decisores políticos terem toda a legitimidade para optarem por esta via, sou apologista que quando se pretende tomar uma decisão estratégica de longo prazo deverá também ser promovida uma discussão sobre a temática, até porque, poderá condicionar a gestão autárquica futura.

Julgo ser fundamental que se disponibilizem os termos contratuais de qualquer parceria público-privada e que se efectuem todos os esclarecimentos quanto à forma de realização/operacionalização da mesma.

Mais, independente da opção, e devido a ter vindo a público esta questão da constituição de uma parceria público-privada entre a autarquia de Mangualde e eventuais investidores privados, penso que existe outra questão de fundo bastante pertinente.

Trata-se da estratégia de desenvolvimento que, com certeza, assentou num diagnóstico que levou à eleição de um conjunto de projectos ou intenções de projectos e que afinal parece-me ser a razão desta parceria.

Ora, os projectos ou intenções apresentados são com certeza necessários, mas porquê estes e não outros ?
Qual o fio condutor que os une ?
Quais as metas e objectivos a atingir ?
Pessoalmente gostaria de poder consultar o diagnóstico que levou a esta estratégia e quem sabe, se houver espaço para a recolha de contributos, de contribuir civicamente para uma eventual melhoria do documento. Um consenso alargado sobre a estratégia, com a definição dos objectivos e metas a atingir parece-me altamente vantajoso para todos os Mangualdenses.


Para quem pretenda saber um pouco mais sobre estas parecerias, não fiz mais do que ir ao Google e efectuar uma pesquisa. Seleccionei os seguintes links para os interessados:

Porto com Pinta

Portal Comissão Europeia

Comunicado de imprensa do Gabinete do Ministro de Estado e das Finanças (2006-04-27)

Semiramis, Irreflexão política, social e económica

«Inov@r com QI»

Por C.T., 1.º de Janeiro, 9 de maio de 2007

Apresentação pública do projecto «Inov@r com QI»
A ministra da Educação, os presidentes das câmaras municipais de Mangualde e de Penalva do Castelo, a directora regional de Educação do Centro e o director do Centro de Formação de Penalva e Azurara participam esta tarde, a partir das 14 horas, na sessão pública de apresentação do projecto «Inov@r com QI», que tem como parceiros aquele centro e a Areal Editores, numa cerimónia que terá lugar na Biblioteca Municipal Doutor Alexandre Alves, em Mangualde.

O projecto, que O PRIMEIRO DE JANEIRO deu a conhecer numa reportagem publicada na sua edição de 23 de Abril, apoia a instalação de quadros interactivos nas escolas. Arrancou em Setembro do ano passado e reúne neste momento mais de duas dezenas de estabelecimentos de ensino.

Projecto «Inov@r com QI» apoia utilização de quadros interactivos nas escolas - Aulas com imagem e movimento

Uma aula já não tem de ser um espaço cinzento em que um professor aborrecido debita matéria sem imaginação. Com um quadro interactivo os alunos podem ver filmes, ouvir música e gravar e rever lições anteriores. Os docentes garantem que a atenção e o empenho melhoram…É uma mudança aparentemente pouco significativa, mas paradigmática no ensino em Portugal: os velhos quadros de ardósia preta, riscados pelo giz, por alunos e professores que assim tornam visíveis palavras, fórmulas filosóficas ou sistemas matemáticos que partilham com a turma, estão a ficar ultrapassados. As escolas tradicionais, em que o professor debita matéria de forma contínua e muitas vezes pouco interessante, com os estudantes a cabecear de sono, estão a dar lugar a um novo método, que o Centro de Formação de Penalva e Azurara, no concelho de Mangualde, está a implementar em várias escolas dos concelhos de Penalva do Castelo e Mangualde e em outros quatro estabelecimentos de ensino do Porto, Ovar, Odivelas e Funchal, no âmbito de um projecto que começa a ganhar dimensão nacional.O projecto «Inov@r com QI», que O PRIMEIRO DE JANEIRO foi conhecer, visa tornar mais atractivo e eficiente o sistema de ensino no nosso país, mediante um sistema de aulas que possibilita aos alunos, além de ouvirem as explicações dos professores, assistir à projecção de filmes e videoclips associados com a matéria, aceder a sites que tratam dos temas em estudo e, em caso de necessidade, consultar aulas e apontamentos anteriores, que ficam gravados no dispositivo. Os quadros interactivos permitem, na óptica do director do centro de formação, José Miguel Rodrigues Sousa, “avivar as experiências de aprendizagem pela imagem, pelo som e pelo movimento. Os alunos podem ver, ouvir e sentir o quadro”. Para aquele responsável, da mesma forma que para os estudantes e docentes ouvidos pelo JANEIRO na escola-sede do projecto, a Secundária Felismina Alcântara, em Mangualde, as vantagens são muitas e óbvias.Nas escolas que integram o «Inov@r com QI» funcionam actualmente 24 quadros interactivos. O projecto arrancou em Setembro, no início deste ano lectivo, e tem como parceiro empresarial e educacional a Areal Editores. Ainda não se encontra disponível em todas as disciplinas, mas é já muito comum nas aulas de línguas, Matemática, Filosofia e Química, sendo também utilizados em escolas básicas do primeiro ciclo e em jardins-de-infância. Os professores envolvidos, mais de meia centena, afirmam o seu entusiasmo para com a medida, e admitem que, da parte de alguns, poderá haver alguma resistência à utilização do novo método, mas depois “não se quer outra coisa”.

Carla Teixeira/Filipe Pires